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Cultura popular

As particularidades das manifestações culturais de cada povo são fundamentais para diferenciá-los culturalmente, os valores as crenças e os costumes são essenciais para caracterizar uma região. Todas as ações de um povo têm suas raízes, das quais, deram-se base para o desenvolvimento de sua cultura. 

Na região de Bom Jardim de Minas, alguns dos costumes mais antigos ainda prevalecem fazendo parte do cotidiano dos habitantes, ou seja, o patrimônio cultural intangível.

Tradições folclóricas em Bom Jardim de Minas

Fonte: Felipe Faria Teixeira - Turismólogo

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Bom Jardim de Minas

A Folia de Reis, manifestação cultural presente em grande parte do estado de Minas Gerais, é presente no município e região. A Folia de Reis é composta por diversos músicos, que saem durante dias em intensa peregrinação pela região, cantando e rezando nas casas e pedindo pouso e comida nas fazendas, sendo em algumas, recebidos com grande satisfação. 

O palhaço, figura vestida com roupas vermelhas e florida, usando máscara de couro de vaca e nariz de bico de tucano, tem a função de simbolizar (o demônio que atormenta os três reis magos), este, quando chega nas casas, dança e faz palhaçadas a fim de ganhar algumas moedinhas, incansavelmente, pula e bate sua bengala com o propósito de divertir os moradores da casa e encher seu pequeno embornal, que é chacoalhado a todo o momento. 

A bandeira sempre carregada à frente tem estampado a figura dos três reis magos com o menino Jesus no presépio, onde, em torno dela, em todas as casas é cantado e rezado orações, nas quais pedidos são feitos para a bênção da casa e da família. 

 

O Calango 

 

Tipo de desafio verbal rimado e cantado com versos feitos repentinamente (lembrando os repentistas do sertão nordestino). O Calango pode ser ouvido nas vendas dos povoados e algumas da cidade, onde geralmente homens se divertem e se exaltam, vendo e ouvindo as rimas que muitas vezes acabam em insultos, confusões e risos. 

As Folias de Reis 

A Queima do Judas 

 

Forte tradição cultural da região, que ultimamente vem ficando extinto e enfraquecendo. A queima do Judas acontece no Sábado de aleluia, onde, em meio à praça é queimado com a participação de toda a comunidade, um boneco geralmente construído de pano recheado de palha e fogos de artifício. O boneco simboliza (Judas Iscariotes, apóstolo que traiu Jesus Cristo e depois cometeu suicídio na forca). 

Na queima, também é de costume roubar (simbolicamente) objetos de pessoas da localidade para colocar nos pés do Judas; uma vez que seus donos sob muitas risadas terão que ir até o local para recuperá-los, sendo permitido só após o Judas for queimado. 

Ler versos sátiros, indiretamente destinados a determinados moradores da comunidade faz também parte da queima do Judas. As pessoas que viram vítimas dos versos são pessoas que de alguma forma “caíram na boca do povo” ou cometeram alguma atitude de desagrado para a população ao longo do ano. 

Após a queima do Judas, toda a comunidade se dirige em direção as vendas, onde comentam os versos e os “roubos” em clima de grandes gozações, ou ao forró, que durante o resto da noite era animado por todos. 

 

A Reza para as Almas 

 

Forte tradição cultural da região, que ultimamente vem ficando extinto e enfraquecendo. A queima do Judas acontece no Sábado de aleluia, onde, em meio à praça é queimado com a participação de toda a comunidade, um boneco geralmente construído de pano recheado de palha e fogos de artifício. O boneco simboliza (Judas Iscariotes, apóstolo que traiu Jesus Cristo e depois cometeu suicídio na forca). 

Na queima, também é de costume roubar (simbolicamente) objetos de pessoas da localidade para colocar nos pés do Judas; uma vez que seus donos sob muitas risadas terão que ir até o local para recuperá-los, sendo permitido só após o Judas for queimado. 

Ler versos sátiros, indiretamente destinados a determinados moradores da comunidade faz também parte da queima do Judas. As pessoas que viram vítimas dos versos são pessoas que de alguma forma “caíram na boca do povo” ou cometeram alguma atitude de desagrado para a população ao longo do ano. 

Após a queima do Judas, toda a comunidade se dirige em direção as vendas, onde comentam os versos e os “roubos” em clima de grandes gozações, ou ao forró, que durante o resto da noite era animado por todos.