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Ecologia

A região encontra se em uma zona de transição de formações vegetais da Floresta Estacional/floresta Ombrófia Mista e Campestre que imprime uma tenção ecológica constituindo ecotornos de transição onde as espécies se mistura, fator que transforma a região, em uma área detentora de grande diversidade de espécies vegetais. Isso devido à ocorrência de espécies de diferentes biomas.

 

Saiba mais sobre os diferentes biomas da região: 

Os diferentes biomas e suas características

Fonte: Felipe Faria Teixeira - Turismólogo

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Campos Rupestres 

 

Sendo os Campos Rupestres um dos maiores centros de biodiversidade e endemismo do Brasil, estes são agrupamentos de vegetação que refletem condições ecológicas diferentes das de vegetação regional, onde são encontrados endemismos específicos, indicando um isolamento antigo. Esse tipo de vegetação ocorre nas áreas de domínio das formações quartziacas do município e entorno, normalmente em áreas de maiores altitudes da região, como na Serra da Bandeira, Morro do Caxambu, Serra de Ibitipoca, Serra de São Domingos da Bocaina, Serra do Cruz, Serra da Capoeira Grande, Serra Negra, Serra da Mira, Serra do Funil, entre outras serras de alta altitude.

Nestes campos, a paisagem é fortemente influenciada pelas canelas de ema (Velloziaceae), dedo de moça(Orquideaceae), bromélias (Broméliaceae), capim do campo (gramineae), sabugo do diabas (Cactaceae), sempre vivas (Euriocaulaceae) além de gêneros arbustivos como candeia (Vanillosmopsis erythropappa) e a arnica (Lychnophora sp). A presença do capim gordura (Melines minutiflora), que é uma espécie introduzida  a região como alternativa de melhores pastagens, vem se alastrando e ameaçando drasticamente os Campos    rupestres. Isso ocorre devido a sua fácil adaptação aos ambientes naturais destes campos, impedindo o desenvolvimento das espécies nativas destas áreas, que são formadas pelas ilhas de domínio dos quartzitos.

Campos de altitude 

Matas Ciliares ou de Galeria

 

Apesar de se encontrarem bastante ralas e estreitas devido à extração seletiva de madeira e o desmatamento para a transformação das áreas ciliares em pastagens, as matas ciliares ocorrem em toda a região contribuindo para os remanescentes de mata nativa. Estas matas, embora localmente diferenciadas, pertencem a gêneros atlânticos, e em algumas áreas de sua existência, apresentam características específicas.

As matas ciliares, em sua grande maioria e extensão, constituem adensamentos arbustivos que acompanham a distribuição dos solos mais espessos, em condições de vertente ou de terrenos concavizados. Esse subtipo de vegetação mostra se úmido, com a ação dos ventos reduzida, e com presença marcante e diversificada de bromélias, musgos, e nas bordas ou áureas menos sombreadas, muitos tipos de liquens.

Esta formação florística ocorre no município cobrindo grande parte do seu território. Os Campos Altimontanos ou de Altitude, como também os Campos Rupestres, são enquadrados como refúgios ecológicos. Isso, por ocorrerem nos topos das montanhas acima ou em torno de mil metros. Enfim, um mosaico de comunidade sob o controle da topografia local, da natureza do substrato e do microclima.

Os Campos de Altitude são formações florísticas situadas nas partes elevadas dos maciços montanhosos, constituídos principalmente por espécies arbustivas e campestres. Podemos citar como espécies destas áreas, a cabeça de negro (Cortadeira modesta) (Cladium ensifolium), arnica (lychnophora sp.), capim flexinha (Echinolaena inflexa) entre outras. Estes campos são largamente utilizados para a pecuária, fator que ocasiona em grandes impactos, levando as espécies menos resistentes ao risco constante de extinguirem de algumas áreas. Isso, devido à compactação do solo pelo pisotiamento e o super pastejo das espécies em crescimento, como também, pela ação do fogo, alternativa utilizada pelos fazendeiros, com intuito de adquirir pastagens mais verdes e nutritivas para seus rebanhos. Um outro fator de eliminação dos Campos de Altitude da região é a troca da vegetação nativa pelas monoculturas de eucaliptos e brachiaria, sem levar em consideração a importância destes ecossistemas pioneiros para o equilíbrio ecológico local.

Floresta Estacional Semidecidual

 

A Floresta Estacional Semidecidual ou floresta tropical subcaducifólia, apresenta rítmo estacional que se traduz por relativo grau de foliar provocada por estiagem prolongada ou por frio intenso. Destacando dentre as principais espécies do estrato arbóreo ocorrente na região estão: os paus do’ óleo (Copaifera spp), cedro (Cedrela sp), camará (Gochnatia Polymorpha), quaresmeira (Tibouchina spp), ipês (Tabebuia spp) dentre outras. Em algumas encostas ocorrem povoamentos monoespecíficos de Vanillosmopsis erythropappa (candeia).

Na região de Taboão, as Florestas Semideciduais juntamente com as formações Campestre, originalmente, cobriam quase todo o distrito, atualmente, seus agrupamentos residuais se encontram em áreas onde o acesso é mais difícil, onde estão os poucos remanescentes em estado primário, ou nas reservas particulares das fazendas, onde sua existência, não é fundamentalmente para a preservação e sim para extração para uso próprio de madeira seletiva, caracterizando estes remanescentes florestais como vegetação secundária. As vegetações nativas em recuperação ocorrem também em propriedades que se encontram abandonadas pelos seus respectivos donos, onde estas formações se apresentam em diferentes estágios de regeneração. Desde capoeirinha até capoeirão, já constituída o estágio realmente arbóreo da “floresta secundaria”.

Pastegens exóticas ou introduzidas

 

Na região, as áreas de pastagens introduzidas, ocupam os ambientes desmatados das formações florísticas nativas, tendo como principais espécies introduzidas a Melínes minutiflora (Capim Gordura) e a Brachiaria sp. (Brachiaria), o Pinus elliottii (Pinus) e a Eucalyptus (Eucalipto). Sendo grandes invasoras e impactantes aos ambientes naturais. Estas, são espécies nativas de regiões tropicais, normalmente originárias do continente africano e trazidas para o Brasil e para a região, como alternativa de aumentar a produção da pecuária, apresenta grandes valores nutricionais, resistência ao pastoreio intensivo, além de serem bem adaptáveis aos climas e solos brasileiros.